Já dizia Chacrinha: nada se cria, tudo se copia! E o ditado pula das produções televisivas para as propagandas. A Schincariol soltou o vídeo no qual um cara tenta comprar uma passagem para Bauru por telefone:
Mas, como nada se cria, tudo se transforma, qualquer semelhança com o comercial da TVE é mera coincidência:
Fizemos uma pesquisa, perguntando: se a Globo fosse uma festa, que festa seria? (…) E se SBT fosse uma festa, seria aquela que todo mundo gosta de ir, com cerveja no copo de plástico, coxinha, uma festa que a pessoa se sente em casa.
Daniela Beyruti
O trecho foi tirado da entrevista da filha do Sílvio Santos, que agora trabalha para assumir o comando da emissora e fazer o canal voltar aosegundo lugar na audiência. A entrevista a Joyce Pascowitch é muito boa, e pode ser lida na íntegra aqui.
Daniela fala de como o canal sempre teve um apelo popular, como perdeu a mão e, por conseqüência, lugar para a Record. Traça um paralelo e assume uma coisa interessante: é tão ansiosa quanto o pai. Vive criticando as mudanças na grade, mas acha que pode fazer a mesma coisa pois não vai ter paciência de esperar um programa dar certo. Tomara que ela tenha talento para fazer o canal voltar a ser o que era.
Quando era pequena, não via tanta TV assim. Mas, na maioria das vezes, assistia SBT. Meus preferidos eram Carrossel, Chavez e, confesso, Topa tudo por dinheiro, que via com meu pai deitada no chão da sala… Bons tempos de infância.
Quem não se lembra disso?
Bons tempos da TV!
Silvio é gênio demais. O comentário sobre o seqüestro e o apelo a Alckmin, então governador de SP.
Depois de The New Yorker estampar uma caricatura de Obama vestido de radical islâmico na capa, a Vanity Fair resolveu colocar McCain usando andador na edição que chega às bancas nesta semana. A idéia é genial:
A moda podia pegar por aqui e as revistas fazerem o mesmo com os candidatos… Se fosse criativa e soubesse desenhar, juro que tentava!
Deixei de comentar alguns assuntos aqui pois achei que ainda não os tinha tão claro em mente: a libertação de Ingrid Betancourt e a prisão de Daniel Dantas e Cia Ltda.
Daí, claro, me deparei com um texto do El Paíssobre Gabriel García Márquez. O escritor colombiano viajou a Cuba ‘fora de época’, segundo o jornal espanhol. E, da ilha, ao lado de Fidel, assistiu à libertação de Ingrid.
Para mim, todo o processo de libertação e tudo o que aconteceu depois - o resgate vai virar até filme - pode se resumir na seguinte frase de Gabo:
“Fue todo como en una película. Si yo escribo algo así, nadie lo creería”, dice Gabo.
O blog Circuito Integrado, da FolhaOnline, fez um post fantástico sobre o twitter fake do Vítor Fasano. Foram entrevistar o Vítor Vasano, depois que alguns outros blogs comentavam os post do twitter fake. Melhor, entrevistaram o @vitorfasano, autor do twitter. No mínimo, engraçadíssimo.
FOLHA - Inclusão digital: você é a favor ou contra?
@vitorfasano - Inclusão digital para mim é poder postar no Twitter no meio do Amazonas, de madrugada, comendo nêsperas frescas.
As respostas do fake Fasano são muito melhores que as do Fasano original, que parece que está sentindo os efeitos do ácido até agora…
Só fico me perguntando como as pessoas têm paciência para postar no twitter…
Nunca tive muita vontade de conhecer Paris, não sei porquê. Daí comecei a ler o Tête-à-Têtee vi o Piaf - Um Hino de Amor e pirei. Tudo parecia ser motivo: o clima, a Torre, as histórias, as músicas, os museus, a Monalisa, os queijos, os vinhos, as padarias, os prédios, o Arco do Triunfo. Deu uma vontade louca de ir para lá. Agora, decidi que terá que ser antes de 2010.
A Câmara Municipal de Paris aprovou um projeto que vai permitir que prédios maiores que a Torre Eiffel sejam construídos na cidade, segundo reportagem do The Guardian. O mesmo repórter ainda fez um “Top 10 Paris”, com prédios que não podem ficar de fora do roteiro.
Não entendo porque uma cidade tão charmosa - que atrai justamente tantos turistas por conta de sua aura romântica e antiga - quer jogar tudo pelo ralo. O argumento para a permissão de prédios maiores que a Torre Eiffel é deque eles seriam uma saída para o problema da habitação na cidade.
Será que dá para esperar eu chegar, por favor?!
*Este post teria sido muito melhor se o wordpress não tivesse perdido tudo o que escrevi da primeira vez…
Os resultados confiáveis das principais pesquisas sobre aborto Brasil comprovam a tese de que a ilegalidade traz conseqüências negativas para a saúde das mulheres, pouco coíbe a prática perpetua a desigualdade social. O risco imposto pela ilegalidade aborto é majoritariamente vivido pelas mulheres pobres e pelas não têm acesso aos recursos médicos para o aborto seguro.
O trecho acima faz parte da pesquisa Aborto e Saúde Pública, feito pelo Ministério da Saúde e divulgado em janeiro de 2008. Confesso que não li tudo, são 315 páginas, mas o trecho diz basicamente o que penso a respeito do tema. Na noite desta quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara rejeitou o projeto de lei que discriminalizaria a prática do aborto. Semana passada, um estudo apontou a estimativa de que 1 milhão de mulheres fazem abortos ilegais por ano no País. Um quarto delas teria complicações por conta do procedimento.
Incrível como o tema ainda é tabu, pouca gente discute e a coisa está longe de ser discriminalizada. Minha maior vontade da vida é ser mãe. Acho que nunca teria coragem de fazer um aborto, mas é justo com uma mulher, e principalmente com a criança, que ela siga com uma gravidez indesejada? Católicos, moralistas e conservadores alegam que há vida. Mas que tipo de vida? É justo com a criança que ela seja rejeitada logo na infância e carregue por toda a ‘vida’ traumas nascidos ali? É justo com a mulher carregar por nove meses o fruto de algo forçado, indesejado, que lhe traz amarguras?´
Pior, é justo que mulheres que não têm condições de pagar uma clínica particular se submetam a métodos duvidosos para a prática?! O custo de manter a ilegalidade é muito maior para o Estado, fato. A quantidade de mulheres que sofrem as complicações e vão parar em hospitais públicos onera muito mais os cofres públicos se comparada a políticas públicas eficazes. Por que não permitir que mulheres façam o aborto, com acompanhamento clínico e psicológico de qualidade? Por que não permitir a prática?
Quem quer, faz. Conheço várias pessoas que fizeram. Amigas já compraram remédios abortivos na farmácia sem a menor dificuldade. Tudo porque têm dinheiro.
Será que os mesmos deputados que desaprovam o projeto de lei não leram o relatório do Ministério?! E, para cutucar um pouco mais, será que filhas de deputados, senadores e milionários conservadores - com o dinheiro que têm - já não praticaram aborto. Tudo para manter ‘a moral e os bons costumes’?
No início do mês uma operação policial descobriu que a Mancha Verde (torcida organizada do Palmeiras) tinha camisetas com a inscrição Hamas – Islamic Resistence em sua sede. Os objetos foram apreendidos e o caso será investigado. Apesar de saberem que não há uma ligação direta entre a Mancha e o Hamas, quiseram “dar um susto” no grupo.
E daí que usar símbolos islâmicos parece estar na moda. Os Kafieh viraram artigo de luxo e hype - descobri que depois que subiram na passarela de um desfile da Balenciaga. Agora, inundam as ruas de São Paulo, como mostra a matéria da VejinhaO cachecol das Arábias.
Acho lindo, lindo mesmo, e enrolei um tempão para comprar um - estava na dúvida entre o preto e o vermelho. Tenho uma amiga que tem um lindo e ainda não descartei a possibilidade de comprar. Só que virou carne de vaca - como eu já tinha alertado para um amigo, depois que uma das apresentadoras do Saia Justa fez uma viagem para a Palestina e trouxe um lenço para cada uma das amigas.
Mas daí fico me perguntando: essas pessoas sabem o que estão levando no pescoço? Sabem qual é a causa palestina? Já viram uma criança morta envolta em sangue depois de um ataque israelense? Já viram fotos e imaginaram a dor de uma mãe palestina? Lembram do Arafat usando um na cabeça? Por que usar um lenço palestino na cabeça, no ombro ou sei lá onde? Pior, elas sabem que este é o lenço palestino?! É justo o símbolo de um povo virar carne de vaca depois de um desfile em Paris?
Gosto de moda, apesar de não ser fanática e não seguir. Mas usar um símbolo tão forte não é acabar com uma causa? Será que a moda não emburrece as pessoas em alguns sentidos? Para mim, usar um lenço roxo desses não faz o menor sentido. Pode parecer hipocrisia, mas confesso que não usaria nada com uma estrela de David, simplesmente porque não me identifico com a atual posição do Estado de Israel. Do mesmo jeito que nunca usaria uma roupa com símbolos norte-americanos…
Vale ganhar dinheiro com esses ícones? Algumas lojas em São Paulo vendem o ‘Kafieh’ por até R$ 95 reais, sendo que uma loja que vende artigos árabes e islâmicos oferece por R$ 39. O que vale mais? Ser da DocDog ou carregar a luta de um povo?! Quem usa lenço palestino vai ser condenado por alguém por ter ligações com os ‘terroristas do Hamas’?
Sexta-feira fui surpreendida com a notícia de que o corpo do padre Adelir - aquele sem noção que resolveu se prender a mil balões para percorrer do oeste do Paraná até Dourados, em Mato Grosso do Sul - foi encontrado. Depois descobri que na verdade encontraram só duas pernas e o exame de DNA que vai comprovar que os órgãos são dele vai demorar uns 40 dias.
E daí que, como todo mundo já sabe, o padre subiu aos céus, virou piada e, claro, morreu. Vários textos pipocaram na imprensa e, destaco, o da Piauí“O padre dos balões caiu na rede”, além do “Sem noção”, publicado pelo Aliás.
Dando uma olhada nos sites de fora, me deparo com uma foto de balões coloridos - no mais alto estilo padre Adelir - na capa do The Guardian. “Up, up and away: man uses party balloons to fly 200 miles”. Nada mais nada menos do que um empresário do petróleo de 48 anos de Oregon que, assim como o sem noção brasileiro, se prende a balões para percorrer distâncias. Dessa vez são 235 milhas, tudo para entrar no Guinness.
Para Kent Couch, de 48 anos, sua viagem - que percorre desertos e montanhas americanas - não foi ‘not that dangerous’. Então tá…