Caramelo

caramelo

Caramelo, de Nadine Labaki, é a melhor surpresa dos últimos tempos. Sutil, leve, doce, envolvente, engraçado, dramático, no ponto. Mostra como é lindo ser mulher, apesar de todas as dores que isso traz.

Diploma para quê?!

Tec tec tec tec tec

Tec tec tec tec tec

 

E não tem mesmo para quê exigir, já que um bom jornalista não se forma em quatro anos, muito menos em faculdades mambembes, que fingem ensinar, enquanto os alunos fingem qualquer coisa que seja. Aliás, não tem o que ensinar. Ética? Não se aprende na sala de aula, lendo textos e discutindo o quê fazer em cada uma das possíveis situações. Fácil falar que ia ou não publicar a foto de um corpo despedaçado quando se está sentado na sala de aula, rodando a caneta, desenhando na carteira e com mais 30 pessoas opinando. Discuta com seus chefes sobre o que fazer ou não quando você precisa furar todo mundo, tem a pressão de uma redação inteira nas costas e ainda o nome de um jornalão. E o corpo em questão existe por causa de acidentes aéreos.
Aprendi muito nos quatro anos de faculdade. Aprendi, principalmente, que jornalismo não se ensina em aula. Simplesmente não se ensina. Se é. Quantas das pessoas que se formaram na profissão não exercem?! Seja pelo fato de não ter vaga para todo mundo, quanto pelo fato de não ter tino para a coisa, mesmo.
Nos três anos de redação, fui obrigada a saber fazer jornalismo. Ou pelo menos a fazer aquilo que a empresa onde trabalho quer que seja feito. Tenho certeza que todos os que chegaram lá, como eu, e começaram como estagiários, aprenderam muito mais batendo a cabeça, sozinhos, na frente do computador, do que em suas faculdades. Quem é bom, fica. Simples assim.
***
Há alguns meses fui ao médico devido a uma tosse insistente. Eles sempre perguntam o que você faz da vida, onde e como trabalha. Jornalista. A filha dele também queria ser jornalista. E daí ele me questionou sobre o que eu achava. Pois bem, o que acho sobre quem quer entrar na faculdade:
Se você quer e sente que é isso que sabe fazer, siga em frente. Mas não faça só uma coisa da vida. Se tem algo que me arrependo é de não ter feito outra graduação junto com o Jornalismo. Quando prestei vestibular, fui condicionada a achar que era uma coisa ou outra, duas não podem ser casadas.
Hoje, buscando uma pós em Direito, vejo que se tivesse feito as duas coisas antes, poderia conseguir um curso bem mais fácil. A maioria das pós na área exige que você seja bacharel. Com ou sem diploma, quem é bom vai se dar bem. Seja no jornalismo, na moda, na culinária ou na medicina. Coisas de Darwin…

O Supremo definiu que não é mais preciso diploma de Jornalismo para exercer a profissão. Faz quase dois anos que me formei, já fiz todas as burocracias e finalmente – depois da demora da Delegacia do Trabalho e das partes envolvidas – tenho meu MTB definitivo. Para quem não sabe, o MTB é o registro dos jornalistas na profissão. Seria só com ele, por exemplo, que eu poderia ser contratada como jornalista em algumas empresas. A Folha é uma das empresas que não exige o diploma para que alguém exerça a atividade.

E não tem mesmo para quê exigir, já que um bom jornalista não se forma em quatro anos, muito menos em faculdades mambembes, que fingem ensinar, enquanto os alunos fingem qualquer coisa que seja. Aliás, não tem o que ensinar. Ética? Não se aprende na sala de aula, lendo textos e discutindo o quê fazer em cada uma das possíveis situações. Fácil falar que ia ou não publicar a foto de um corpo despedaçado quando se está sentado na sala de aula, rodando a caneta, desenhando na carteira e com mais 30 pessoas opinando. Discuta com seus chefes sobre o que fazer ou não quando você precisa furar todo mundo, tem a pressão de uma redação inteira nas costas e ainda o nome de um jornalão. E o corpo em questão existe por causa de acidentes aéreos.

Aprendi muito nos quatro anos de faculdade. Aprendi, principalmente, que jornalismo não se ensina em aula. Simplesmente não se ensina. Se é. Quantas das pessoas que se formaram na profissão não exercem?! Seja pelo fato de não ter vaga para todo mundo, quanto pelo fato de não ter tino para a coisa, mesmo.

Nos três anos de redação, fui obrigada a saber fazer jornalismo. Ou pelo menos a fazer aquilo que a empresa onde trabalho quer que seja feito. Tenho certeza que todos os que chegaram lá, como eu, e começaram como estagiários, aprenderam muito mais batendo a cabeça, sozinhos, na frente do computador, do que em suas faculdades. Quem é bom, fica. Simples assim.

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Há alguns meses fui ao médico devido a uma tosse insistente. Eles sempre perguntam o que você faz da vida, onde e como trabalha. Jornalista. A filha dele também queria ser jornalista. E daí ele me questionou sobre o que eu achava. Pois bem, o que acho sobre quem quer entrar na faculdade:

Se você quer e sente que é isso que sabe fazer, siga em frente. Mas não faça só uma coisa da vida. Se tem algo que me arrependo é de não ter feito outra graduação junto com o Jornalismo. Quando prestei vestibular, fui condicionada a achar que era uma coisa ou outra, duas não podem ser casadas.

Hoje, buscando uma pós em Direito, vejo que se tivesse feito as duas coisas antes, poderia conseguir um curso bem mais fácil. A maioria das pós na área exige que você seja bacharel. Com ou sem diploma, quem é bom vai se dar bem. Seja no jornalismo, na moda, na culinária ou na medicina. Coisas de Darwin…

Milongas

Sempre ouvi histórias do mau humor porteño, mas desconsiderei todas na hora de programar a viagem de férias. Ao contrário de todas as outras, foi programada com meses de antecedência – mais de quatro -, contrariando minha tradição de fazer tudo às pressas. É verdade que a viagem quase não saiu, mas embarquei normalmente para Buenos Aires no dia 30 de maio. Tudo “correu bem” até o dia 2, quando fui roubada em frente à Bombonera, que para quem não sabe é o estádio do Boca Júniors, o time mais famoso da Argentina.

O “correu bem” recebe algumas ressalvas, como a má vontade na hora de dar informações básicas aos turistas, que cresce quando você soma às suas características o fato de ser brasileiro. Prós e contras:

O frio é gostoso e dá para comer muito bem por pouco, muito pouco. Mas nada que se compare à variedade gastronômica de São Paulo e ao ótimo atendimento dos restaurantes paulistanos. Claro que aqui não há empanadas tão boas – as melhores que comi foram de uma padaria pé-sujo de Palermo, sem nome nem nada na porta… 

A cidade é bonita, sim, não tem como negar. Os prédios têm estilo europeu, a Casa Rosada é bem bonita, as avenidas são largas e lembram  o clima europeu. Mas nada que valha tanto assim. Puerto Madero tem seu charme, mas não passa de uma tentativa frustrada de cópia de Paris, apelidei de ‘Berrini porteña’. Palermo tem um clima gostosinho, com lojas descoladas e praças deliciosas, mas clima por clima, prefiro a Vila Madalena e a Benedito Calixto com uma infinidade de roupas e coisinhas lindas. A Recoleta é só um bairro arborizado, com prédios lindos cheios de plantas nas varandas. E só. 

Talvez tenha dado mesmo azar e a cidade é ótima, cheia de adjetivos que não consegui ver. Mas ser ameaçada em frente à Bombonera era algo que não esperava, pelo menos não ao meio-dia. O Caminito é apenas uma rua colorida, não tem nada de super interessante, além das pessoas implorando para que você coma alguma coisa, tire uma foto com um dançarino de tango ou apenas entre em alguma loja para dar uma olhadela. O bairro vale a pena mesmo pelo Boca Júniors. Ver um jogo do time é uma experiência fantástica, mesmo que custe um absurdo, você tenha que enfrentar um frio gelado e demore horas para conseguir sair do estádio. A torcida é de arrepiar, mesmo que você não torça para o Boca, o que passou a ser meu caso.

O que vale a pena? San Telmo e sua feira aos domingos. Os ônibus coloridos. O doce de leite denso, muito denso. Alfajores bons e baratos, muito bons e muito baratos!

É tipo isso!

É tipo isso!

Mosaico

A dica é daqui. E copiei a idéia de responder as perguntas, buscar as imagens no Flickr e escolher uma foto que apareça na primeira página.

mosaico

 

As perguntas:

1. What is your first Name? 

2. What is your favorite food? 

3. What is your favorite color? 

4. Favorite drink? 

5. Dream vacation? 

6. Favorite hobby? 

7. What you want to be when you grow up? 

8. What do you love most in life? 

9. One word to describe you?

What?

Deviam fazer a mesma pergunta aqui no Brasil, ia ser engraçado.